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Saullo Vianna acompanha aprovação da Universidade Indígena na Comissão de Educação do Senado e destaca avanço histórico para o Amazonas

  • Foto do escritor: Saullo Vianna
    Saullo Vianna
  • há 9 minutos
  • 2 min de leitura

Projeto relatado pelo senador Eduardo Braga segue para sanção presidencial e fortalece a educação indígena no Brasil


A Comissão de Educação do Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (15/4), o projeto de lei que cria a Universidade Federal Indígena (Unind), uma iniciativa considerada histórica para o fortalecimento da educação diferenciada no Brasil. A proposta teve como relator o senador Eduardo Braga (MDB/AM) e foi aprovada em caráter terminativo, seguindo diretamente para sanção da Presidência da República.


O projeto já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados no dia 11 de fevereiro deste ano e, com a deliberação no Senado, encerra sua tramitação no Congresso Nacional.


Representando o povo do Amazonas na Câmara Federal, o deputado Saullo Vianna (MDB/AM) acompanhou presencialmente a votação no Senado e celebrou a aprovação da matéria, destacando o impacto direto da iniciativa para o estado, que concentra a maior população indígena do país.


Para o parlamentar, a criação da universidade vai além da ampliação do acesso ao ensino superior: trata-se do reconhecimento institucional dos direitos, da identidade e dos saberes tradicionais dos povos indígenas.


“Como deputado federal do Amazonas e defensor da pauta indígena, fico extremamente feliz em poder acompanhar de perto esse momento histórico e ver a realização de um sonho construído ao longo de muitos anos: a criação da Universidade Indígena. Essa é uma conquista que nasce da luta dos povos indígenas e que agora se transforma em política pública concreta”, afirmou.

O deputado ressaltou ainda que a medida representa uma nova perspectiva para milhares de jovens indígenas que enfrentam dificuldades históricas para acessar e permanecer no ensino superior.


“Tenho plena convicção de que essa universidade vai abrir caminhos, ampliar horizontes e oferecer novas oportunidades para indígenas que têm o sonho, o desejo e a determinação de se formar, conquistar um diploma e transformar suas próprias realidades e as de suas comunidades”, destacou.

Após a votação no Senado, Saullo Vianna reforçou o simbolismo da aprovação.


“Estar aqui, no Senado Federal, acompanhando esse avanço acontecer, é testemunhar um passo fundamental na construção de um Brasil mais justo, mais inclusivo e que respeita a diversidade do seu povo. Essa universidade representa dignidade, respeito e futuro”, completou.

A proposta prevê a criação de uma instituição com modelo multicampi e atuação descentralizada, respeitando as especificidades territoriais, culturais e linguísticas dos diferentes povos indígenas. O projeto também garante a valorização dos saberes tradicionais, a inclusão de línguas originárias no ambiente acadêmico e a participação ativa de lideranças indígenas na gestão da universidade.


Além disso, a iniciativa contribui para o fortalecimento de políticas públicas voltadas à permanência de estudantes indígenas no ensino superior, enfrentando desafios como evasão, barreiras linguísticas e desigualdades estruturais.


 Para o Amazonas, o impacto é estratégico. A formação de profissionais indígenas qualificados deve fortalecer áreas essenciais como saúde, educação, gestão territorial e sustentabilidade, promovendo desenvolvimento com protagonismo local e respeito às comunidades tradicionais.


Com a aprovação no Congresso Nacional, a expectativa agora é pela sanção presidencial, etapa final para a implementação da Universidade Federal Indígena, que já nasce como símbolo de inclusão, diversidade e justiça social no Brasil.

 
 
 

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